Música na loja ajuda a vender mais
Eduardo Vilas Bôas
Eduardo Vilas Bôas
Professor, consultor, blogger e editor do MMdaMODA

Música na loja ajuda a vender mais

Música dentro de loja não é luxo, tão pouco desnecessária. Músicas corretas ajudam a vender mais – e isso é comprovado. Sabe por que funciona? Simplesmente porque os sons interferem no nosso psicológico, impactando fisiologicamente através do sistema nervoso.

Há pelo menos três processos neuro-físicos que as músicas desencadeiam em nós:

1. Por ser um processo não verbal, a música atinge o sistema límbico, responsável por gerenciar nossas experiências emocionais básicas, além das respostas metabólicas, por isso, uma música é capaz de alterar nossa pressão arterial, temperatura corporal e frequência cardíaca.

2. A música pode também ativar o fluxo de memória e a imaginação, através do corpus callosum – uma estrutura do cérebro responsável pela ponte entre os hemisférios direito e esquerdo, ajudando os dois lados a trabalharem em harmonia.

3. A música pode ativar os peptídeos do cérebro e estimular a produção de endorfinas, que são opiáceos naturais liberados pelo hipotálamo, produzindo uma sensação de euforia natural, alterando o humor e as emoções.

Ainda que a percepção do som nos humanos seja um processo idiossincrático, ou seja, cada indivíduo percebe e interpreta os sons de maneiras diferentes, estudos apontam para algumas regras gerais que podem ser aplicadas no varejo. Sabemos, por exemplo, que músicas mais clássicas, como Bossa Nova, por exemplo, transmitem uma imagem prestigiosa e aumentam o ticket médio. Já com os “maiores sucessos” da parada os clientes esperam encontrar produtos mais populares.

A música também ajuda o cliente a lembrar-se de coisas. A letra ou o estilo podem lembrá-lo de um evento, férias ou feriado que se aproxima e, com isso, a necessidade de novos produtos, por isso, também, que no Natal o repertório deve ser característico.  

Já o ritmo mais lento das músicas pode segurar o consumidor por mais tempo dentro de uma loja, enquanto músicas mais aceleradas tendem a acelerá-lo na jornada de compra. Como resultado de um estudo, Milliman (1982) verificou o aumento de 34% no tempo de permanência dentro de um supermercado e o aumento de 38% nas vendas quando o estabelecimento utilizou-se de músicas lentas. Excelente, não é mesmo?

Além disso, ainda temos que pensar a trilha sonora enquanto uma ferramenta de Branding, já que estilos, artistas e até o volume das músicas devem somar na percepção de valor que a marca busca, ou seja, uma boa playlist deve respeitar o gosto do consumidor e acrescentar à identidade da marca.

Você pode fazer sua própria curadoria e montar uma longa playlist (serviços como o Spotify ou YouTube podem te ajudar) ou pode, ainda, contratar o serviço de empresas especializadas nesse segmento.


Eduardo Vilas Bôas| Blog, Visual-Merchandising, Eduardo, Eduardo-Vilas-Boas, ACIC

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