Inteligência Artificial: como sair da teoria e aplicar IA na prática ainda em 2026 

Segundo Alexandre Falsarella Ricoy, o grande diferencial não está apenas na tecnologia em si, mas na capacidade das empresas de conectar estratégia, pessoas e execução


Durante muito tempo, a Inteligência Artificial parecia algo distante, quase futurista. Era um assunto restrito a filmes, grandes empresas de tecnologia ou especialistas altamente técnicos. Mas esse cenário mudou — e mudou rápido. 

O problema é que, embora muita gente fale sobre Inteligência Artificial, poucas pessoas realmente sabem como transformar essa tecnologia em aplicação prática e resultados concretos

E é exatamente aí que surge o maior desafio de 2026: sair da teoria



Para empresários, representa uma oportunidade de inovação e crescimento. Para profissionais, significa adaptação, desenvolvimento e novas possibilidades de carreira. E para empresas de qualquer porte, a mensagem é clara: quem aprender a utilizar IA de forma prática terá mais velocidade, eficiência e competitividade nos próximos anos. 

Segundo Alexandre Falsarella Ricoy, executivo de tecnologia com mais de 25 anos de experiência em transformação digital, inovação e inteligência artificial aplicada aos negócios, o grande diferencial não está apenas na tecnologia em si, mas na capacidade das empresas de conectar estratégia, pessoas e execução




A boa notícia é que aplicar IA na prática não exige necessariamente equipes gigantes, investimentos milionários ou conhecimentos avançados em programação. Em muitos casos, a transformação começa com pequenas automações, ferramentas acessíveis e uma mudança de mentalidade



O mais importante é entender que a Inteligência Artificial não veio para substituir totalmente pessoas, mas para potencializar capacidades humanas, otimizar operações e transformar a maneira como empresas funcionam. 



A pergunta agora não é mais “se” a IA fará parte da realidade das empresas. 



A pergunta é: 
quem vai aprender a utilizá-la? 

Por que tantas pessoas ainda estão presas na teoria? 

Nunca se falou tanto sobre Inteligência Artificial. Todos os dias surgem novas ferramentas, notícias, tendências e promessas sobre como a IA irá revolucionar o mercado.  



Na prática, muitas empresas e profissionais ainda estão parados na fase da observação. Existe curiosidade. Existe interesse. Existe até urgência. 



Mas falta ação. 



Parte disso acontece porque a IA ainda é vista por muitas pessoas como algo complexo, técnico ou inacessível. E esse é um dos maiores mitos do mercado atualmente. 



O volume de conteúdos sobre IA cresce diariamente, mas nem sempre com profundidade ou direcionamento estratégico. Isso gera um efeito comum: profissionais passam horas consumindo vídeos, testes e novidades, mas sem conseguir aplicar nada de forma concreta em seus processos



Além disso, muitas empresas ainda utilizam ferramentas de IA de maneira superficial. 



O uso acaba limitado a comandos simples em plataformas generativas, sem integração com processos internos, produtividade, análise de dados ou tomada de decisão. Ou seja: a tecnologia existe, mas o potencial real continua subutilizado

Como sair da teoria e começar na prática 

O maior erro de muitas empresas ao falar sobre Inteligência Artificial é imaginar que a transformação começa pela tecnologia



Na prática, ela começa pelos problemas



Empresas que conseguem aplicar IA de forma eficiente normalmente não iniciam o processo perguntando “qual ferramenta devemos usar?”, mas sim: 

  • onde existem gargalos;  
  • quais tarefas consomem mais tempo;  
  • quais processos são repetitivos;  
  • onde há perda de produtividade;  
  • e quais áreas poderiam operar de maneira mais inteligente.  



Em muitos casos, os melhores resultados começam com pequenas aplicações que geram impacto rápido no dia a dia das equipes. 



Mais do que dominar ferramentas complexas, o primeiro passo é desenvolver uma mentalidade orientada à experimentação. 

1. Comece identificando tarefas repetitivas 

Toda empresa possui atividades operacionais que consomem tempo excessivo e baixo valor estratégico. 

É exatamente aí que a IA costuma gerar os primeiros ganhos. 



Alguns exemplos: 

  • respostas repetitivas no atendimento;  
  • organização de informações;  
  • elaboração de relatórios;  
  • atualização de planilhas;  
  • resumo de reuniões;  
  • criação de apresentações;  
  • triagem de currículos;  
  • análise de dados;  
  • produção de conteúdos;  
  • preenchimento de documentos.  



Quando uma tarefa segue padrões previsíveis, existe grande chance de ela poder ser otimizada com Inteligência Artificial. 



O ponto importante aqui é entender que IA não significa substituir pessoas, mas liberar profissionais para atividades mais analíticas, criativas e estratégicas. 

2. Pare de tentar implementar IA em tudo ao mesmo tempo 

Um dos maiores erros das empresas é querer transformar toda a operação de uma única vez. 



Isso normalmente gera: 

  • resistência interna;  
  • processos confusos;  
  • baixa adoção;  
  • frustração;  
  • e desperdício de investimento.  



A implementação prática da IA costuma funcionar melhor quando começa pequena. 



Projetos-piloto simples permitem: 

  • testar ferramentas;  
  • medir ganhos;  
  • identificar limitações;  
  • adaptar fluxos;  
  • e criar confiança nas equipes.  



Muitas vezes, uma automação simples já gera impactos significativos em produtividade. 



O segredo não está em começar grande, está em começar de forma inteligente. 



3. Capacitação será mais importante do que ferramenta 

Existe hoje uma corrida por plataformas de IA, mas poucas empresas estão investindo verdadeiramente na preparação das pessoas. 



E esse talvez seja o ponto mais crítico da transformação. 



A capacidade de adaptação, aprendizado e pensamento estratégico das equipes é o que realmente gera vantagem competitiva. 



Por isso, empresas que desejam sair da teoria precisam desenvolver uma cultura de aprendizado contínuo. 



Isso inclui: 

  • incentivar experimentação;  
  • treinar equipes;  
  • promover workshops;  
  • compartilhar casos de uso;  
  • estimular produtividade com IA;  
  • e reduzir o medo da tecnologia.  



Segundo Alexandre Falsarella Ricoy, um dos fatores mais importantes na adoção de Inteligência Artificial é conectar tecnologia à realidade operacional das empresas — transformando inovação em resultado concreto. 



Na prática, isso significa ensinar pessoas a resolver problemas reais com IA. 



4. IA não é apenas ChatGPT 

Muitas pessoas ainda resumem Inteligência Artificial a ferramentas de geração de texto. Embora plataformas generativas tenham acelerado a popularização da IA, o ecossistema é muito maior. 



Hoje, empresas já utilizam IA para: 

  • prever comportamento de clientes;  
  • automatizar atendimento;  
  • gerar insights de vendas;  
  • identificar padrões financeiros;  
  • analisar contratos;  
  • detectar riscos;  
  • personalizar campanhas;  
  • otimizar logística;  
  • melhorar processos de RH;  
  • e apoiar tomadas de decisão.  



Ou seja: a Inteligência Artificial está deixando de ser apenas uma ferramenta de produtividade individual para se tornar parte estratégica da operação das empresas. 



5. A prática começa antes da perfeição 

Muitas organizações esperam o “momento ideal” para começar. 

Esperam: 

  • maior orçamento;  
  • estrutura perfeita;  
  • maturidade digital;  
  • equipes totalmente preparadas;  
  • ou definições completas de mercado.  



Mas a velocidade da transformação tecnológica não permite mais movimentos lentos. 

As empresas que mais evoluem em IA geralmente aprendem fazendo. 

Testam. 

Erram. 

Ajustam. 

E evoluem continuamente. 



Em um cenário onde tecnologia muda quase diariamente, a capacidade de adaptação se tornou mais importante do que a tentativa de prever tudo antecipadamente. 

6. O mais importante não é usar IA. É gerar valor com ela. 

Esse talvez seja o ponto central da discussão sobre Inteligência Artificial em 2026. 



A tecnologia, sozinha, não transforma negócios. 



O que gera impacto real é a capacidade de aplicar IA para: 

  • melhorar processos;  
  • aumentar eficiência;  
  • acelerar decisões;  
  • reduzir desperdícios;  
  • ampliar produtividade;  
  • melhorar experiência do cliente;  
  • e criar vantagem competitiva.  



Empresas que entenderem isso primeiro estarão alguns passos à frente. 



Porque, no fim, a verdadeira transformação digital não acontece quando uma empresa adota tecnologia. 



Ela acontece quando pessoas aprendem a utilizar tecnologia para produzir resultados reais. 

Aprender a aplicar IA agora terá vantagem nos próximos anos 

Em 2026, o mercado não deve separar empresas entre “as que usam IA” e “as que não usam”. A diferença estará entre aquelas que conseguiram integrar inteligência artificial à rotina de forma estratégica — e aquelas que ficaram apenas acompanhando as mudanças de longe. 



Por isso, participar de debates, eventos e experiências práticas sobre o tema se tornou um passo importante para quem deseja acompanhar a velocidade das transformações do mercado. 



A edição da SNE 2026 traz justamente essa proposta ao receber Alexandre Falsarella Ricoy como um dos grandes destaques da programação, com a palestra “Inteligência Artificial: da Teoria à Prática”



Com uma trajetória consolidada em transformação digital, inovação e IA aplicada aos negócios, Alexandre apresentará uma visão executiva, estratégica e acessível sobre como empresas e profissionais podem transformar Inteligência Artificial em aplicações reais, produtividade e vantagem competitiva. 



Mais do que acompanhar tendências, a SNE 2026 será uma oportunidade para entender como colocar a IA em prática de forma concreta dentro das empresas e na rotina profissional. 



Porque, no cenário atual, aprender sobre Inteligência Artificial já não é mais um diferencial. É um passo necessário para quem deseja continuar evoluindo, inovando e se mantendo competitivo nos próximos anos. 



Faça a sua inscrição para a SNE 2026: semanane.com.br