O comércio de Campinas deve registrar um crescimento de 4,7% nas vendas para o Dia dos Namorados em 2026, celebrado na última sexta-feira, dia 12. A estimativa é da Associação Comercial e Industrial de Campinas (Acic), e a data, que impulsiona setores como serviços, turismo, gastronomia e hospedagem, deve movimentar cerca de R$ 194,5 milhões na economia local. Em 2025, o faturamento estimado foi de R$ 185,8 milhões. Além do Dia dos Namorados, os comerciantes de Campinas também estão faturando com as festas juninas e a Copa do Mundo.
De acordo com a Associação, a projeção também indica aumento nos gastos com presentes aos apaixonados. O tíquete médio deve chegar a R$ 177, alta de 5,4% em relação ao registrado no ano anterior. Para a secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Tecnologia e Inovação, Adriana Flosi, a expectativa de crescimento reforça a importância da data para a movimentação da economia local.
“A expectativa de crescimento para o Dia dos Namorados é um indicador positivo para a economia de Campinas. Além de impulsionar as vendas, a data fortalece a atividade econômica em diferentes setores, gera oportunidades para os empreendedores e contribui para a circulação de recursos no município”, afirmou.
Entre os produtos que devem concentrar as vendas em Campinas estão vestuário e itens de moda; perfumaria e cosméticos; floricultura; calçados e acessórios; joias e bijuterias; tecnologia e eletrônicos; e artigos esportivos.
Além dos presentes, a data também costuma estimular o consumo de experiências, especialmente em restaurantes, bares e hotéis. Levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil aponta que a data deve movimentar cerca de R$ 22,14 bilhões em todo o país. A pesquisa mostra ainda uma mudança gradual no comportamento dos consumidores: 39% dos casais pretendem comemorar com um jantar em casa, enquanto 31% planejam celebrar em restaurantes.
COPA E FESTAS JUNINAS
A Copa do Mundo e as festas juninas devem movimentar R$ 315,8 milhões no comércio de Campinas e região este mês, de acordo com estimativa feita pela Acic. Os dois eventos dividem espaço nas lojas, com bandeiras do Brasil colocadas lado a lado de roupas de festa juninas. Apenas o torneio futebolístico deve gerar a movimentação, R$ 298,4 milhões, nos setores de comércio e serviço.
O montante representa crescimento de 19,4% em comparação aos R$ 249,92 milhões da Copa de 2022. Segundo a entidade, os segmentos mais beneficiados serão bares, restaurantes, supermercados, lojas de eletroeletrônicos — especialmente com aumento nas vendas de televisores —, além de vestuário, turismo e apostas esportivas.
“No período da Copa do Mundo, há um aumento natural no consumo ligado ao entretenimento e à convivência social. O comércio e o setor de serviços acabam sendo diretamente beneficiados, especialmente se a seleção for bem”, avaliou o economista da Acic, Mario Eduardo Campos. De acordo com a entidade, o comércio da região deverá ter uma participação de 67,84% no aumento de faturamento, com a previsão de chegar a R$ 202,4 milhões. Os itens mais procurados são materiais esportivos, principalmente camisetas, e aparelhos de TV.
Já o setor de serviços deve atingir R$ 96 milhões durante o período do torneio. De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de São Paulo (Abrasel-SP), 80% dos estabelecimentos que vão exibir as partidas acreditam que terão receitas maiores nos dias de jogos. Dentro desse grupo, a maioria, 59%, acredita que o crescimento pode chegar a até 20%. A expectativa é alimentada pelos horários das partidas, concentradas à noite e nos finais de semana.
O levantamento da Acic apontou a evolução do impacto econômico do Mundial na região. Na Copa do Mundo de 2018, realizada na Rússia, Campinas e Região registraram movimentação de aproximadamente R$ 200 milhões. Em 2022, no Catar, o aumento foi de 24,96% em relação à edição anterior.
Além do impacto regional, estudos internacionais apontam que a Copa do Mundo de 2026 poderá injetar até US$ 40,9 bilhões (R$ 210,92 bilhões) ao Produto Interno Bruto (PIB) global, a soma de todos os bens e serviços produzidos.
Já as festas juninas devem movimentar R$ 17,4 milhões em Campinas, segundo estimativa da Acic. O valor representa um crescimento de 8,8% em relação a 2025, quando a movimentação foi de aproximadamente R$ 16 milhões. A previsão considera diferentes segmentos da economia, com expectativa de R$ 12,9 milhões em vendas em lojas físicas e outros R$ 4,5 milhões no comércio eletrônico durante o período.
Entre os segmentos que ganham força nesta época estão supermercados, bares e restaurantes, além de lojas de vestuário e decoração. A procura por produtos típicos, como alimentos à base de milho e amendoim, bebidas tradicionais e itens para festas, impulsiona o consumo. As celebrações também movimentam quermesses, eventos comunitários e estabelecimentos comerciais.
FONTE: correio.rac.com.br/



